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domingo, 12 de janeiro de 2014

Dilma inicia último ano de mandato sem ter cumprido maioria das promessas de 2010



Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff terá muito que se explicar com o eleitorado quando, de fato, a campanha desse ano começar. Boa parte das promessas feitas em 2010 não foi cumprida e, apesar de ainda faltar um ano para o fim de seu mandato, dificilmente a presidente conseguirá tirar do papel tudo que se comprometeu a fazer.
Na área da saúde, por exemplo, as atenções do governo federal se voltaram para o Programa Mais Médicos, instituído somente no segundo semestre de 2013. Apesar da maciça aprovação popular, o programa, no entanto, veio para mascarar as falhas cometidas no setor em três anos. Em 2010, Dilma prometeu inaugurar 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) 24 horas, mas apenas 173 foram terminadas. Outra promessa foi a construção de 8600 unidades básicas de saúde, mas a tarefa está tão longe de ser concluída que o governo se recusa a informar quantas instalações realmente foram feitas.
 
Foto: Divulgação

A maior falha do governo na área da saúde, contudo, diz respeito ao Programa Saúde da Família, de efetividade comprovada. Nos dois primeiros anos do governo, as equipes cresceram apenas 6%. Com a chegada do Mais Médicos, a tendência é que esse número caia ainda mais nos próximos anos.
A luta contra o crack também foi negligenciada pelo governo. Das 574 unidades de atendimento prometidas, apenas 60 foram entregues. Dilma disse ainda que abriria 3.508 vagas em enfermarias para dependentes da droga, mas somente 697 estão em funcionamento, menos de 20%.

Educação e segurança
Não é apenas na área da saúde que Dilma frustrou seus eleitores. Na educação, por exemplo, a erradicação do analfabetismo, que seria uma das marcas de seu governo, fracassou. Em 2012, após 15 anos de quedas consecutivas, o número de analfabetos estagnou. Ao invés de zero, hoje a taxa atinge 8,7% da população. Outra polêmica envolvendo as promessas da presidente foram as creches. Dilma disse que construiria seis mil unidades, depois citou dez mil, mas somente 1.267 foram entregues, a maioria feita em parceria com prefeituras e governos estaduais.
Na segurança, outra peça-chave de sua campanha, mais problemas. Dilma prometeu construir 2.883 postos de polícia comunitária no país, mas técnicos do próprio Ministério da Justiça avaliaram o cálculo como superdimensionado. Dos R$ 538 milhões previstos para 2011 e 2012, nenhum centavo foi gasto. As Unidades de Polícia Pacificadora, nos mesmos moldes das construídas no Rio de Janeiro, também ficaram apenas no discurso presidencial.

Infraestrutura deficiente
No entanto, talvez a principal falha do governo tenha sido nos projetos ligados a infraestrutura. Às portas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, Dilma prometeu uma série de obras e reformas que estão longe de serem concluídas. Nem mesmo todos os estádios onde ocorrerão os jogos ficaram prontos. O trem-bala, que ligaria o Rio de Janeiro a São Paulo, se tornou uma verdadeira lenda. Assim como a expansão do metrô no Rio de Janeiro e Belo Horizonte e a modernização de portos na Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba e Maranhão.
Diante da ineficiência de seu governo, Dilma teve que apelar para a iniciativa privada, por meio de concessões públicas, para sanar diversos problemas de infraestrutura. Foi o que aconteceu com a BR-040 e as ampliações e reformas dos aeroportos de Confins e do Galeão. Outras obras seguem em ritmo lento, como a duplicação da BR-116, que só deverá ficar pronta em 2017 e a construção da Ferrovia Norte-Sul, que já custou R$ 5,1 bilhões aos cofres públicos.

Economia, a grande vilã
Os desacertos do governo Dilma, em sua maioria, se devem à incompetência do governo para lidar com a economia do país. Após a pujança obtida no segundo mandado do ex-presidente Lula, os últimos anos foram trágicos para as contas públicas. O crescimento ficou aquém das expectativas, com índices inferiores ao de outros países em desenvolvimento. O pesadelo da inflação, que já tinha sido esquecido pelos brasileiros, voltou a atormentar, com altas acima de todas as metas previstas pelo governo. Em 2013, até os juros voltaram a subir, retornando ao patamar de dois dígitos.
Se não conseguiu cumprir suas metas nos primeiros três anos de governo, nada indica que, no último, Dilma alcançará os objetivos traçados na campanha de 2010. Principalmente por se tratar de ano eleitoral, quando a presidente terá que se dividir entre administradora e candidata. Resta saber quais promessas serão renovadas para um próximo mandato e quais serão solenemente ignoradas.


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A verdade sobre o Ranking dos Fichas Sujas

Os Petistas estão propagando nas redes sociais um "ranking" dos fichas-sujas produzido nas eleições do ano passado, com base em um levantamento feito pelo site Congresso em Foco. O levantamento, que está sendo usado com afinco pela "tropa da esquerda" traz os ranking com os partidos com maior volume de "Fichas Sujas", que é liderado pelo PSDB.

"FEZ SUCESSO nas redes sociais um "ranking" dos fichas-sujas deste ano por partido. Baseia-se num levantamento feito pelo site Congresso em Foco em todos os TREs brasileiros.

Sendo fã do Deep Purple (que pouco aparece em rankings de música), não levo rankings muito a sério. Sempre observo as sutilezas na forma como os dados são obtidos.

Oito TREs não deram informações. Outros três, incluindo São Paulo, não divulgaram seus candidatos a vereador barrados. Compreensível: há 77,3 mil concorrendo no Estado de São Paulo, cada um com um registro julgado caso a caso. Cinco Estados não deram resultados de candidatos a vice-prefeito. O Ceará lidera, com 208 fichas-sujas; há mais maus políticos por lá ou o Judiciário tem menor volume de processos e condena mais rápido?

Ao olhar os rankings, lembre que a ocasião faz a corrupção. Um mandato é a grande ocasião da vida de um mau político. Têm mais fichas-sujas os partidos que tiveram mais mandatos no passado, e sempre ganham mais prefeituras os partidos aliados ao poder federal da vez. O Judiciário brasileiro demora anos até que um processo seja julgado em segunda instância e suje a ficha.

Assim, o ranking indica mais a distribuição do poder municipal de uma década e meia atrás do que a honestidade dos partidos hoje. Não significa que o partido X seja "mais corrupto" que o partido Y; indica que maus políticos do partido X estiveram no poder antes de maus políticos do partido Y, que ainda estão por ser condenados.

Outro problema: a distribuição reflete os partidos pelos quais os candidatos concorrem hoje, não necessariamente os partidos que representavam ao ser processados.

Tudo isso sugere o sério risco de fichas-sujas ganharem nas urnas antes de serem barrados. Também indica que os partidos não têm interesse em impedir seus fichas-sujas de concorrer. Aí, vale o puxão de orelha representado pelo ranking.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nilton Monteiro - O Falsário do PT

Com a chegada de mais um ano eleitoral, políticos de diversas colorações partidárias se transformam no alvo preferencial daquele que o Ministério Público de Minas Gerais define como o “Midas da falsificação”. Trata-se de Nilton Antônio Monteiro, um antigo conhecido das delegacias de estelionato que costuma trafegar com enorme desenvoltura no eixo Minas-Rio-Brasília e que nos últimos 13 anos teria, segundo o promotor André Luiz Garcia de Pinho, movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão com seus golpes e achaques.
Nilton Monteiro está preso no Complexo Penitenciário
Nelson Hungria, mas continua planejando seus golpes
Niltinho, como é chamado no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, onde está preso, ficou conhecido nacionalmente em 2005, quando divulgou a famosa Lista de Furnas, uma relação com o nome de 155 políticos ligados ao PSDB que teriam recebido de forma irregular recursos da estatal para abastecer suas campanhas. Além de listar os nomes dos parlamentares e os supostos valores recebidos, Monteiro fazia ameaça com recibos que teriam sido assinados pelos próprios políticos ou por seus prepostos. Na ocasião, a denúncia mobilizou o Judiciário e emporcalhou muitas biografias. Mas perícias realizadas pela Polícia Federal atestaram que tudo era falso. Nas últimas semanas, o Ministério Público descobriu que o falsário dispunha de outra lista de Furnas, esta elaborada com nomes de políticos ligados ao PT. A relação petista foi encontrada em um dos computadores de Monteiro, apreendidos com autorização judicial.
“Esse cidadão não tem jeito. É, com certeza, um dos maiores falsários do País”, disse o promotor Pinho, na quinta-feira 12. Ele é o responsável pela denúncia que classifica Monteiro como o líder de uma quadrilha composta por mais cinco pessoas. Antes de se identificar como lobista, o falsário já se apresentou como médico oncologista. Até que a Lista de Furnas fosse definitivamente desmascarada, Monteiro frequentou diversos gabinetes em Brasília e costumava ser visto nos mais nobres restaurantes da capital. A muitos interlocutores se dizia proprietário de uma ilha e de vários terrenos na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, quando na verdade mora em um bairro na periferia de Belo Horizonte e não tem renda fixa. Comprovada a fraude, a partir de 2007 Monteiro acabou se aperfeiçoando na arte de falsificar notas promissórias, contratos de prestação de serviços e até títulos públicos. Com esses documentos falsos ele recorre ao Judiciário em busca de valores estratosféricos. São dezenas de processos em diversos Estados, inclusive em inventários. Na maior parte dos casos, apresenta-se como consultor.
Para tentar imprimir veracidade às suas histórias, Monteiro conta com outro membro da quadrilha que é definido pelo MP de Minas Gerais como o “relações-públicas do bando”, como registra a página dois da denúncia da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Belo Horizonte. Trata-se de Marco Aurélio Flores Carone, editor de um jornal eletrônico chamado “NovoJornal”. Segundo o promotor, é por intermédio desse veículo que os falsários promovem linchamento moral daqueles que se opõem a eles e também divulgam falsas notícias a fim de dar ares de credibilidade às cobranças que Monteiro faz na Justiça usando os documentos falsos. “O ‘Novo Jornal’ atua como verdadeiro balcão para intimidação das vítimas da quadrilha, disseminação de papéis falsos criados pelo bando e divulgação de matérias enaltecendo o chefe dos quadrilheiros”, redigiu o promotor em sua denúncia de 39 páginas, datada de 12 de novembro. O Ministério Público também quer descobrir quem são os financiadores do “Novo Jornal”.
Em 39 páginas, o Ministério Público mostra 
como atua o grupo comandado por Monteiro

Nos golpes que Monteiro e seu grupo tentaram aplicar, os valores envolvidos são gigantescos. Contra o espólio do ex-deputado Sérgio Naya, ele tenta cobrar uma “dívida” de R$ 970 milhões. Contra Andréa de Cássia Vieira de Souza, Monteiro apresentou uma nota promissória de R$ 68 milhões com vencimento em 20 de agosto de 2008. O Ministério Público já comprovou a falsidade do documento, que foi fabricado em maio de 2010. Outra vítima é o ex-presidente de Furnas Dimas Fabiano Toledo. Monteiro apresentou uma nota promissória de R$ 5,9 milhões vencida em 10 de maio de 2010. O MP comprovou que o documento fora feito no computador do falsário em 13 de maio de 2013. Com esse histórico, os promotores de Minas entendem que Monteiro está entre as pessoas físicas que mais trabalho dão ao Judiciário, seja como réu, seja como autor de processos em busca de cobranças extraordinárias. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

É Mentira do PT!



O PT construiu sua história política no Brasil em cima de mentiras e contradições. O partido que prima pelo interesse próprio é capaz de qualquer jogada inescrupulosa para manter-se no poder. Na falta de ações concretas para apresentar ao povo brasileiro, esforçam-se em inventar uma série de inverdades com o intuito de ludibriar o povo brasileiro.

Mas ninguém consegue enganar a todos o tempo todo. Chega de balelas e invencionices! Para o Brasil crescer é necessário extirpar esse mal chamado PT!