Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O PT e o Mito do pagamento da Dívida Externa

Um dos argumentos mais usados pelos petistas é que o ex-presidente Lula pagou a dívida externa brasileira, recuperando crédito junto ao FMI. O discurso é exaustivamente repetido pelo PT para tentar enganar a classe menos informada do país.

Imagem postada no Facebook do Ex Presidente Lula, tenta confundir os eleitores desavisados

DESMISTIFICANDO

No dia 22 de fevereiro de 2008, o Governo Lula anunciou, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, que a dívida externa brasileira havia sido quitada. E ainda mais: já éramos até credores. Tal notícia foi estampada na manchete dos principais jornais do país da época.

Quando Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2002, a dívida externa era de R$ 212 bilhões, enquanto a dívida interna era de R$ 640 bilhões. Ou seja, o total, dívida externa mais interna era de R$ 852 bilhões.

Em 2008, quando Lula assumiu ter pago a dívida, a dívida externa caiu para 0, já a interna chegou a - pasme - R$ 1,4 trilhão. O Total da dívida equivalia a 65% do PIB do Brasil. 



Como nosso endividamento aumentou tanto? Explicamos. Para pagar a dívida ao FMI, Lula captou dinheiro junto aos banqueiros, que compraram títulos da dívida e o Brasil, que pagava 4% de juros ao ano para o FMI, passou a pagar 19,5% ao ano para os banqueiros. Ou seja, os banqueiros, ou a “elite” satanizada pelos petistas passaram a ser donos do Brasil.


EFEITOS COLATERAIS

Ainda com um endividamento crescente, Lula voltou a pegar dinheiro do FMI para sustentar os falsos programas sociais como PAC e obras como a transposição do São Francisco, que ainda não foram concluídas. Ou seja: além de pagarmos juros extorsivos aos banqueiros, passamos a dever também, novamente ao FMI, o que causou um impacto sem precedentes na economia brasileira.

Hoje, o endividamento do país já chega a quase R$ 3 TRILHÕES, mais do que o triplo da dívida de quando Lula assumiu o Governo (R$ 852 bilhões). 

Como pagar essa conta? Simples. Impostos cada vez mais altos, prejudicando as classes menos favorecidas. Com o estimulo ao consumo desenfreado, o pobre podia comprar a TV dos sonhos, mas em prestações com juros extorsivos, enriquecendo ainda mais os bancos.

Além disso, o Brasil chegou a ter 43,8% de sua receita total comprometida com a amortização da dívida e pagamento de juros, dinheiro que poderia estar sendo investido na melhoria de serviços públicos como saúde e educação. E o povo, iludido pelo discurso do molusco, achando que ele fez muito pela economia do país.

Bem da verdade, Lula não só não pagou coisa nenhuma, como colocou o Brasil no caminho da falência financeira e social.

Leia mais em: Dívida pública brasileira: graças ao PT, uma bomba prestes a explodir

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Dilma, a campeã da mentira

A presidente ocupou mais uma cadeia de rádio e televisão para apresentar uma visão falsa das realizações de sua gestão, desta vez relacionadas à Copa do Mundo. Dilma fez pior e agrediu os brasileiros que não comungam da mordaça com a qual o PT quer silenciar seus críticos. Como o Brasil que chega amanhã ao Mundial não se parece nem um pouco com a expectativa criada pelo governo, a presidente preferiu o frio dos estúdios à vaia certa nos estádios.

Em tempo de Copa do Mundo, os povos costumam se irmanar. O sentimento de união costuma ser ainda mais forte quando o torneio acontece em países muito identificados com o esporte, como é o caso do Brasil. Mas ontem a presidente da República foi à televisão agredir os brasileiros que não comungam da visão rósea que seu governo busca propagar do Mundial.

Dilma Rousseff ocupou novamente uma cadeia nacional sob o pretexto de, segundo o Blog do Planalto, dizer que o Brasil “venceu os principais obstáculos e está preparado” para a Copa. Curiosa a razão do pronunciamento: fosse verdadeira, provavelmente a presidente não precisaria ir ao rádio e à TV para tentar convencer os brasileiros.

Basta andar nas ruas e ter olhos para ver que o Brasil que chega amanhã à Copa do Mundo não se parece nem um pouquinho com aquele que se projetava quando o país foi escolhido sede do torneio, em outubro de 2007 na Suíça. É abismal a distância entre o clima desalentado hoje reinante no país e o que a propaganda oficial vendeu em todos estes últimos anos.

Em seu pronunciamento, Dilma mirou a oposição, mas vilipendiou os brasileiros que ousam não compactuar com a mordaça com a qual o PT quer silenciar seus críticos e constranger os que não lhe dizem amém. Várias pesquisas de opinião mostram a desaprovação da nossa população à Copa ou a aspectos relacionados à promoção do torneio no Brasil.

Em abril, o Datafolha constatou que 55% dos brasileiros vêm mais prejuízos que benefícios na realização da Copa no país e só 36% acham o contrário. Outra pesquisa, feita pelo Ibope sob encomenda do Planalto, constata: em 11 das 12 cidades-sede os que enxergam mais prejuízos que benefícios são ampla maioria, conforme publica O Globo em sua edição de hoje.

Sim, os brasileiros esperavam bem mais da Copa, mas o governo que nos governa há 12 anos foi incapaz de cumprir suas responsabilidades. Há um mês, a Folha de S.Paulo fez extenso levantamento no qual constatou que somente 41% das 167 obras previstas relacionadas ao torneio foram realizadas.

Dilma tem razão quando diz que os estrangeiros não vão levar na bagagem os metrôs, os aeroportos e as obras de mobilidade associadas à Copa. Até porque elas não existem: só 10% ficaram prontas a tempo do Mundial.

O número de obras abandonadas também não cabe nos dedos das duas mãos, incluindo todos os cinco VLT (Veículos Leves sobre Trilhos) originalmente previstos. Corredores de ônibus, como o do Rio, e metrôs, como o de Salvador, estão sendo entregues incompletos.

Não é falsa apenas a sensação que Dilma apregoa sobre a Copa num espaço institucional que ela se especializou em desrespeitar. São falsas também boa parte das informações que ela destilou em seu pronunciamento – mais correto seria dizer que se tratou de um programa eleitoral – exibido ontem.

Dilma mente quando diz que “dobramos a capacidade doa aeroportos”. Melhoramos, é verdade, mas muito, muito menos: o aumento foi de 36%. Além disso, em 11 das 12 cidades-sede os aeroportos têm falhas, obras inacabadas, sujeira e desorganização, como mostrou a Folha na semana passada. Em Fortaleza, foi necessário erguer um terminal de lona; em Salvador, as obras foram simplesmente postergadas para depois da Copa.

Dilma afirmou que “estamos entregando, também, um moderno sistema de comunicação e transmissão que reúne o que há de mais avançado em tecnologia (…) em todas as 12 sedes”. Sabe-se, porém, que metade dos estádios não contará com redes sem fio, tornando a comunicação bem lenta, conforme admitiu o Sinditelebrasil na semana passada.

Mas a presidente exagera mesmo é quando compara os gastos com estádios da Copa aos investimentos supostamente feitos em saúde e educação. Diz que estes são “212 vezes” maiores que o valor aplicado nas arenas. Para chegar a esta esdrúxula comparação, Dilma somou despesas de estados e municípios, mas foi bem mais longe e adicionou desde salários a gastos com cafezinho na conta.

Considerando apenas investimentos feitos pelo governo federal em saúde e educação desde 2011 até hoje, foram despendidos tão somente R$ 24,5 bilhões, conforme dados do Siafi levantados pela assessoria do DEM. Para chegar aos R$ 1,7 trilhão que a presidente afiança ter torrado nas duas áreas ao longo de seu governo é preciso muita ginástica…

Amanhã começa oficialmente a Copa do Mundo do Brasil. É tradição que chefes de governo locais deem boas-vindas aos esportistas e aos que acompanham a festa ao redor do mundo. A presidente brasileira preferiu o ambiente frio de um estúdio de TV para fazer seu pronunciamento. Lá pôde mentir à vontade, sem temer as vaias que, num estádio, certamente receberia.